sábado, 23 de outubro de 2010

Don't cry, dont lie.

Era diferente das outras garotas. Não que ela quisesse ser, apenas era. Não se divertia muito em festas, não ficava por ficar, era seletiva demais, difícil demais, correta demais... Fazia de tudo pra não socializar, tinha medo de ter o coração partido de novo, seu corpo explodia em calafrios ao pensar na hipótese de rejeição. Suas piadas eram vagas e lotadas de ironia. O sarcasmo sempre fora seu fiel Sancho Pança, o pessimismo era um sussurro que soprava sempre em seu ouvido. Tinha uma visão culposa da vida. Não sabia dançar, tentava fingir que nada tinha importância o tempo todo (lamentavelmente era sempre em vão), queria paz. Queria poder ser diferente. Ir á festas, e se divertir nelas. Dançar, rir e pular, mas sem estar forjando. E mesmo que dissessem que não, ela estava sempre tentando. Indo á festas todos os finais de semana, fazendo de tudo pra seguir em frente, tentando ser como as outras garotas... Mas não tem jeito.
No final, a única coisa que podemos fazer é ser o que somos. Seja completamente diferente, ou ridículamente igual.

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