Hoje eu assisti "Ele não está tão afim de você" duas vezes, foi ótimo. Assistir esse filme me faz distinguir melhor a realidade da ficção, eu adoro isso, pois quanto mais racional eu sou, menos eu me iludo. E quanto menos eu me iludo, mas impressionada eu fico, com a realidade. Enfim, é só um grande e inacabável ciclo vicioso. Primeiro nós vamos com calma, depois as pessoas começam a nos iludir, então nós começamos a acreditar, e conseqüentemente nos iludimos também, então as pessoas vão parando, nós ainda tentamos nos iludir mais um pouco, então a realidade vem, acaba com nossas ilusões, nos faz chorar um pouco e depois começa tudo de novo. Eu estou falando do filme, ou melhor, de relacionamentos no geral. As vezes eu fico pensando... Será que eu sou a regra, ou sou exceção? As vezes eu acho que todo mundo é a exceção de alguém, as vezes eu acho tudo isso estupidez e me mando calar a boca, rindo.
Mas enfim, independente de qualquer coisa, existe uma parte do filme, a minha preferida, na qual a Gigi conclui tudo o que o filme quis dizer, o final.
São essas as palavras que eu queria postar aqui hoje, porque elas me arrepiam...
“Ensinam muitas coisas as garotas: Se um cara lhe machuca, ele gosta de você. Nunca tente aparar a própria franja. E um dia, vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre. Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso: A reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra. Mas as vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão te deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente. Ou talvez o final feliz seja isso: Saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança.”

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